As maiores empresas de tecnologia podem investir cerca de US$ 800 bilhões em 2026, segundo Lucas Serra, analista de mercados internacionais do Santander. O gasto maciço eleva a pressão para que os investimentos em inteligência artificial gerem aumento de receita e lucro.
Serra informou que os balanços recentes mostraram crescimento de receitas nas grandes companhias de tecnologia, além de uma aceleração nos gastos com infraestrutura tecnológica. As projeções iniciais para o ano haviam ficado entre US$ 500 bilhões e US$ 600 bilhões, mas foram revistas para cima.
As empresas citadas, como Microsoft, Amazon e Meta, continuam aumentando receitas e margens, especialmente em serviços de computação em nuvem e IA. O analista também previu que os desembolsos não cessarão, estimando cerca de US$ 3,6 trilhões entre 2027 e 2029.
A escala dos investimentos levanta dúvidas sobre a capacidade das companhias de financiar e executar os projetos, garantindo o retorno esperado. Serra apontou que a interdependência entre as empresas do ecossistema de IA pode ampliar a transmissão de problemas caso uma delas falhe em atingir a rentabilidade prevista.
O Santander prefere empresas com fluxo de caixa livre positivo. Entre as sugestões, o analista destacou o segmento de semicondutores, nomeando a Nvidia como sua principal escolha no médio prazo. Outras áreas de interesse incluem medicamentos GLP-1 e a Uber, pelo potencial dos veículos autônomos.

