O Ministério Público de São Paulo solicitou nesta quinta-feira (20) à Justiça que mantenha a prisão preventiva de uma influenciadora e outros réus da Operação Vérnix. A manifestação do Gaeco aponta a mulher como integrante do núcleo financeiro de um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os promotores sustentam que os motivos das prisões, como a garantia da ordem pública, permanecem válidos. Na divisão apresentada pelo Ministério Público, o líder do PCC aparece no núcleo decisório, enquanto o irmão dele é colocado na área operacional. A acusação alega que a influenciadora seria responsável pela ocultação de patrimônio de origem ilícita.
A detida está presa desde vinte e um de maio, após ser alvo da Operação Vérnix em Alphaville. As investigações apontaram que ela movimentou cerca de 140 milhões de reais em um período incompatível com seus rendimentos declarados. Documentos fiscais e movimentações bancárias compõem as provas reunidas.
A defesa nega envolvimento com a organização criminosa. Segundo a defesa, as movimentações financeiras podem ser justificadas por atividades profissionais e empresariais. A influenciadora afirmou em audiência de custódia que parte do valor questionado tinha relação com sua atuação como advogada.
A Justiça já negou pedidos de liberdade anteriormente. Em julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou um habeas corpus, entendendo que não havia ilegalidade para justificar a soltura ou a transferência para prisão domiciliar.

