A Polícia Civil de Goiás prendeu temporariamente dois policiais militares em Goiânia. Os homens são suspeitos de tortura e extorsão contra duas mulheres que trabalhavam com reciclagem na região Noroeste da capital. Uma das vítimas faleceu após lesão na cabeça, e a outra perdeu o bebê.
A operação, deflagrada pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), cumpriu dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão. Os episódios de violência ocorreram entre maio e junho de dois mil vinte e seis, segundo as investigações. A motivação dos crimes não foi esclarecida pelas autoridades.
A Polícia Civil informou que uma das vítimas sofreu agressões violentas que resultaram em um traumatismo cranioencefálico. Apesar de ter recebido atendimento médico, ela não resistiu. A DIH investiga as circunstâncias da agressão e a ligação dos policiais com a morte. A segunda mulher, que estava grávida, também foi submetida aos atos de violência e perdeu o bebê.
Os dois policiais investigados são lotados no 13º Batalhão da Polícia Militar do Estado de Goiás (13º BPM). Um dos militares estava de serviço quando foi localizado e encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar. O outro foi detido durante o cumprimento das ordens judiciais, enquanto estava de férias.
A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Grupo Tático 3 (GT3). A Polícia Civil busca novas provas para entender a dinâmica dos fatos e apurar se outras pessoas participaram dos crimes.


