O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quarta-feira, dia 19 de agosto de 2026, que um aumento de 1% na remuneração dos professores da rede estadual representa um custo adicional de quase R$ 500 milhões por ano. A declaração foi feita durante sabatina, em resposta a questionamentos sobre o pagamento dos docentes paulistas.
O governador informou que a rede estadual paulista conta com mais de 200 mil professores ativos, o que ele disse ampliar o impacto dos reajustes nas contas públicas. Tarcísio declarou que, ao aplicar um aumento percentual de um ponto, o custo anual chega a quase R$ 500 milhões, afetando também a Previdência.
Em levantamento de janeiro de 2026, o salário inicial de um professor da rede pública estadual de São Paulo, em jornada de quarenta horas semanais, era de R$ 5.565, valor inferior à média nacional de R$ 6.212,36. Contudo, a remuneração final, considerando a progressão de carreira, atingia R$ 14.469, acima da média nacional de R$ 9.799,54.
Sobre as ferramentas tecnológicas, o governador reconheceu críticas de professores e coordenadores acerca do uso de plataformas pela Secretaria de Educação, sob a gestão do secretário Renato Feder. Ele explicou que o objetivo era flexibilizar o ensino, mas admitiu que certas medidas geraram “engessamento”, e disse que o governo está revisando a estratégia.
Questionado sobre a queda do estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio, Tarcísio contestou o recorte, alegando que o dado não considera o ensino médio técnico. Ele afirmou que, ao agregar as duas modalidades, a nota de São Paulo passaria de 4,3 para 4,5, elevando a posição para o oitavo lugar nacional.


