Uma professora de filosofia, de trinta e seis anos, denunciou um instrutor de academia por importunação sexual. Os episódios ocorreram em um estabelecimento na Zona Norte do Recife, no bairro de Passarinho. A denúncia aponta contatos físicos não consentidos durante os treinos.
A mulher, que frequentava o local há cerca de um ano, afirmou que o profissional já tocava suas costas e a abraçava sem permissão. O comportamento se intensificou em maio, quando ele teria segurado sua cintura, levantado seu corpo e mordido seu ombro. O ato foi registrado pelas câmeras de segurança da academia.
Após o ocorrido em maio, a professora procurou a proprietária do local no mesmo dia. Dois dias depois, ela registrou a ocorrência na Delegacia da Mulher do Recife. A Polícia Civil de Pernambuco instaurou inquérito para apurar os fatos.
A situação voltou à tona na terça-feira, dia de agosto. A professora encontrou o instrutor trabalhando e questionou a responsável pelo estabelecimento. Esta informou que dois funcionários estavam afastados por acidentes e que o profissional havia sido contratado para cobrir a ausência temporária da equipe.
A academia declarou que tomou ciência da denúncia em maio, desligou o instrutor e forneceu imagens do circuito interno às autoridades. O estabelecimento negou ter readmitido o funcionário, explicando que ele foi convocado excepcionalmente por duas diárias.


