O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta-feira que o governo busca elevar a produção nacional de medicamentos e insumos farmacêuticos para o Sistema Único de Saúde (SUS) a 70% até 2033. Atualmente, a indústria brasileira supre cerca de metade dessa demanda, segundo ele, durante o Fórum Saúde, em Brasília.
A meta faz parte da política industrial da Nova Indústria Brasil, que abrange vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, além de medicamentos. Alckmin apontou que a saúde representa o segundo déficit da balança comercial brasileira, atrás apenas de tecnologia da informação, e que o esforço visa diminuir a alta dependência de importações.
O vice-presidente mencionou que mudanças tributárias apoiam o objetivo. A reforma tributária, por exemplo, estabeleceu maior isonomia para a indústria instalada no país. Além disso, o ex-tarifário permite que insumos farmacêuticos sem produção nacional não paguem imposto.
Alckmin também informou que os medicamentos tiveram redução de 60% a 100% na tributação pelo IVA, incluindo casos de isenção. Ele defendeu a ampliação da participação brasileira no mercado internacional, citando que 98% do mercado global está fora do Brasil.


