O número de candidaturas registradas para as eleições de 2026 caiu para 20.501, segundo dados da Justiça Eleitoral. Este valor representa uma redução de 30% em comparação com as 29.262 candidaturas registradas em 2022. A queda marca a primeira diminuição em duas décadas.
A redução no número de nomes decorre de alterações na legislação eleitoral implementadas recentemente. Um dos fatores é a cláusula de desempenho, que exige dos partidos o alcance de resultados específicos para acesso a recursos e funcionamento parlamentar.
Para 2026, a regra exige, entre outros critérios, a eleição de pelo menos 13 deputados federais ou a obtenção de 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em um terço dos Estados. Essa medida pressiona as legendas menores e força a reorganização do sistema partidário.
Outra mudança envolve a formação de federações partidárias. Diferentemente das coligações, as federações obrigam a permanência dos partidos unidos por quatro anos, fazendo com que atuem conjuntamente em eleições proporcionais e diminuindo a necessidade de chapas independentes.
Além disso, a legislação atual estabelece um limite para o registro de candidatos por partido ou federação, equivalente ao dobro das vagas em disputa, acrescido de um candidato. Essa regra limitou diretamente os nomes que podem concorrer, paralelamente à concentração do sistema partidário.


