A medalhista olímpica Rosamaria manifestou-se nesta quarta-feira, dia 19, em defesa da jogadora Tifanny. A manifestação ocorre após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar nova política de elegibilidade para competições femininas.
A entidade esportiva aderiu a diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI), que limitam a participação na categoria feminina a atletas do sexo biológico feminino. Rosamaria criticou essa postura, classificando-a como de conveniência em relação aos direitos da população LGBTQIA+.
A atleta afirmou que não é possível avançar na luta por direitos e que, diante de temas complexos, o esporte não pode permitir retrocessos. Ela defendeu que a sociedade encontre caminhos para garantir os direitos de todas as mulheres, cis e trans, em diferentes ambientes.
Para Rosamaria, impedir imediatamente que uma atleta profissional exerça sua atividade exige debate coletivo. Ela disse que o assunto precisa ser conversado, e que é preciso ouvir e aprender, pois ninguém nasce sabendo de tudo. A jogadora também enfatizou a necessidade de buscar formas de tornar o esporte mais igualitário.
A nova regra da CBV, anunciada na sexta-feira, dia 14, exige que a categoria feminina seja destinada exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino, com teste genético negativo para o gene SRY. A declaração de Rosamaria se soma a apoios de outras referências do vôlei brasileiro, como Gabi Guimarães, Sheilla e Douglas Souza.


