Fernando Haddad, candidato a governador de São Paulo, participou de sabatinas na manhã desta quarta-feira (19). O ex-ministro defendeu a continuidade das investigações da Polícia Federal contra um dos filhos de Luiz Inácio Lula da Silva e classificou Flávio Bolsonaro como um risco institucional.
Haddad afirmou que o Partido dos Trabalhadores não pode se blindar de ações de terceiros interessados em obter vantagens com o serviço público. O petista defendeu que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal agem com liberdade e que Lula não irá acobertar ninguém. Ele enfatizou que as apurações devem verificar se houve falha, independentemente de vínculos políticos ou familiares.
Sobre a política de segurança do estado, Haddad criticou a gestão do adversário, Tarcísio de Freitas. Ele argumentou que o sistema de câmeras em fardas policiais tem custo baixo e benefícios grandes para proteger a população. O ex-ministro propôs a criação de uma agência antifacção, que uniria polícias e órgãos federais, visando torná-la permanente por meio de lei na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
No que tange aos contratos de privatização, Haddad disse que, caso eleito, fará uma análise minuciosa dos acordos feitos pelo governador. Contudo, ele não se comprometeu a reverter a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O petista criticou também a lentidão no registro de boletins de ocorrência e apontou sucateamento em delegacias estaduais.


