A França aprovou a lei de morte assistida nesta quarta-feira (19). A medida legaliza a eutanásia e outros procedimentos de auxílio à morte no país. Outros dez países já autorizam práticas similares, enquanto no Brasil o tema é proibido.
O debate sobre a “Ajuda para morrer” durou quatro anos. A aprovação confere respaldo legal aos franceses que buscam a eutanásia ou outros modelos de auxílio à morte. A prática já é permitida em nações como Argentina, Colômbia, Equador e Uruguai.
No Brasil, a legislação proíbe qualquer forma de morte assistida. Uma pesquisa da Datafolha, divulgada nesta semana, indica que a maioria da população rejeita a prática, com rejeição de até 60% dos entrevistados. Contudo, houve empate entre os entrevistados quando questionados sobre a interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida artificialmente.
Especialistas debateram o tema em um episódio do podcast O Assunto. O médico Henrique Ribeiro, psiquiatra e supervisor do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas da USP, explicou como ocorre o procedimento e avaliou sua aplicação no contexto nacional. A psicóloga Monalisa Barros, pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, analisou as condições humanas que influenciam essa decisão.
Luciana Dadalto, pesquisadora e presidente da associação Eu Decido, relatou um caso de morte assistida que acompanhou na Suíça em 2019.


