A busca por novas fontes de hidrogênio, combustível essencial para veículos e indústria, aponta para depósitos naturais sob a crosta terrestre. O gás, que produz apenas água ao ser queimado, é visto como solução climática. Empresas exploram potenciais em locais como o Meio-Oeste dos EUA e regiões da África e Ásia.
Atualmente, a maior parte do hidrogênio é produzida usando combustíveis fósseis, geralmente gás natural, sendo usado no refino de petróleo ou na fabricação de fertilizantes. Contudo, o setor climático busca métodos de produção mais limpos, embora as alternativas atuais, como os eletróliseadores, enfrentem desafios de custo.
Um campo emergente é o hidrogênio geológico. A Agência Geológica dos Estados Unidos publica mapas de prospecção, destacando o Meio-Oeste, onde a crosta terrestre se abriu há cerca de um bilhão de anos. Rochas ricas em ferro nessa área podem reagir com água para formar hidrogênio.
A empresa australiana HyTerra busca recursos no Nebraska e Kansas, encontrando amostras com até 96% de concentração de hidrogênio. Em outro avanço, pesquisadores em uma mina no norte de Ontário detectaram oito quilogramas de hidrogênio por ano em cada um dos poucos dutos analisados.
Algumas companhias trabalham na estimulação desses recursos. A Vema Hydrogen, sediada no Texas, injeta água e catalisadores em poços para acelerar a produção a partir de rochas subterrâneas, planejando produção em escala total para 2028. Outras empresas desenvolvem tecnologias para criar redes de fraturas nas rochas, facilitando a infiltração de água.

