Candidatos democratas em disputas eleitorais foram alvo de questionamentos após a análise de seus registros financeiros. Os documentos expuseram contrastes entre as narrativas de origem trabalhadora usadas nas campanhas e o patrimônio declarado.
Em Nova Jersey, a candidata Rebecca Bennett apresentou-se como mãe com conhecimento das dificuldades financeiras familiares. Contudo, registros financeiros mostraram que ela recebeu um salário combinado próximo a R$ 250 mil em 2024 e possui um portfólio de investimentos avaliado em quase R$ 1,8 milhão, sem dívidas reportáveis.
No Novo México, o representante Gabe Vasquez afirmou nunca ter tido riqueza financeira e mencionou o trabalho de sua mãe na indústria de maquiladoras do México. Contudo, documentos analisados indicaram que a genitora da parlamentar ocupou cargos de finanças corporativas na GE e teve viagens internacionais e compras de luxo registradas em redes sociais.
Em Washington, a representante Marie Gluesenkamp Perez baseou parte de sua imagem em ter trabalhado em oficina mecânica e ter custeado a faculdade privada. Os dados financeiros não listaram dívidas estudantis reportáveis, enquanto críticos questionam a plausibilidade de sua renda proveniente de trabalhos como babá e barista cobrir os custos da instituição.

