Um estudo conduzido na Finlândia revelou uma associação inesperada entre o uso de telas e o desempenho cognitivo em crianças. Adolescentes com maior tempo de tela tenderam a apresentar melhor processamento cognitivo, segundo a pesquisa.
O pesquisador Petri Jalanko, da Universidade de Jyvaskyla, alertou contra a visão de que o tempo de tela é totalmente prejudicial. Ele sugeriu que o foco deve ser equilibrar a atividade física com o uso de telas que estimule o pensamento ativo.
Jalanko explicou que atividades digitais que envolvem resolução de problemas, criatividade ou aprendizado podem explicar a relação observada. Ele afirmou que os pais e professores devem incentivar o uso de dispositivos de forma a promover o raciocínio ativo.
A relação com a atividade física foi mais complexa. Em meninas, maior prática de atividade física de intensidade leve desde a infância ligou-se a melhor memória de trabalho na adolescência. Em meninos, a participação em atividades guiadas nesse período foi correlacionada a melhor memória de trabalho.
Os pesquisadores também notaram um padrão incomum: níveis menores de exercício não supervisionado foram associados a melhor processamento cognitivo na adolescência. Contudo, o estudo não estabeleceu correlações com a atividade física medida por dispositivos de frequência cardíaca.

