A entrada de jovens no mercado de trabalho brasileiro apresenta diferenças sociais, regionais e raciais, aponta a pesquisa Juventudes e o Mundo do Trabalho. O levantamento, realizado pela Fundação Itaú com apoio do Datafolha e do Instituto Locomotiva, ouviu mil oitocentos e dezesseis jovens entre 16 e 29 anos em maio deste ano.
Dos entrevistados, setenta por cento afirmaram estar trabalhando. Deste grupo, quarenta e quatro por cento possuem carteira assinada. A formalização é maior nas regiões Sul e Sudeste, com índices de cinquenta e oito por cento e cinquenta e cinco por cento, respectivamente. No Norte, a proporção cai para vinte e nove por cento, enquanto no Nordeste registra vinte por cento.
A renda também influencia o acesso. Jovens das classes A e B representam quarenta e três por cento dos trabalhadores registrados, em comparação com trinta e cinco por cento das classes D e E. Entre os que trabalham sem registro, a situação inverte-se, com vinte e um por cento pertencentes às classes D/E. O recorte racial mostra que quarenta e nove por cento dos jovens brancos têm emprego formal, número que cai para quarenta e um por cento entre os negros.
A falta de experiência é o obstáculo principal para quarenta e nove por cento dos jovens. Além disso, noventa e seis por cento dos jovens acreditam que ter um conhecido dentro de uma empresa facilita a contratação, e setenta e sete por cento disseram ter conseguido o emprego atual por meio de indicação.


