As alterações hormonais da menopausa causam ressecamento, perda de firmeza e mudança na textura da pele feminina. Relatório da NewBeauty indica que procedimentos baseados em energia, como lasers e microagulhamento, ganham espaço nas preferências do público.
A queda nos níveis de estrogênio e progesterona afeta a pele, diminuindo a produção de colágeno e elastina, o que resulta em afinamento e flacidez, conforme afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff. Os primeiros sinais podem aparecer por volta dos 47 anos, e as mulheres relatam sensação de pele ‘esturricada’ ou ‘craquelada’.
Para melhorar a qualidade cutânea, são procurados tratamentos em consultório. O Hydrafacial, por exemplo, é citado pela dermatologista Lilian Brasileiro como opção de hidratação e limpeza. Já o skinbooster, um injetável, visa estimular o colágeno na derme sem paralisar a musculatura, explica Paola Pomerantzeff.
Quando a preocupação é a sustentação, bioestimuladores de colágeno são utilizados. Eles estimulam os fibroblastos a produzir novas fibras, desencadeando um processo semelhante à cicatrização. O ultrassom microfocado também é usado, pois suas ondas aquecem camadas mais profundas da pele, favorecendo a produção de colágeno, diz Paola.
Além de procedimentos faciais, a transformação corporal na menopausa leva mulheres a buscar cirurgias como abdominoplastia e lipoaspiração. A cirurgiã plástica Heloise Manfrim aponta que essa busca reflete uma mudança de mentalidade, focada em bem-estar e reconexão com a imagem corporal. Entretanto, ginecologistas alertam que esses tratamentos não substituem a avaliação e o manejo das alterações hormonais.


