O termo “desfavelização” ganhou atenção no debate político brasileiro, com buscas online crescendo significativamente. A expressão passou a ser um eixo de propostas de candidatos, refletindo discussões sobre a urbanização das favelas no país.
Renan Santos incluiu a “desfavelização integral” em seu programa de governo, visando transformar as 12.348 favelas identificadas pelo Censo em bairros formais em dez anos. A proposta inclui titulação individual de propriedades e a criação de Zonas Econômicas Especiais de Reurbanização e Desfavelização.
Outros candidatos abordam a questão de formas diferentes. Luiz Inácio Lula da Silva foca no “direito à cidade” e na regularização fundiária por meio do programa Periferia Viva. Flávio Bolsonaro associa a política habitacional à propriedade privada e à segurança pública. Ronaldo Caiado propõe integrar produção habitacional, urbanização e serviços.
A urbanista Nairama Barriga, da Universidade Estadual do Maranhão, alerta que “desfavelização” não é categoria técnica consolidada. Ela explica que urbanizar significa reconhecer o território como cidade, enquanto desfavelizar implica uma transformação mais ampla da configuração existente.
Um levantamento do Instituto Data Favela, com 16,5 mil moradores, indica que esses territórios concentram 17 milhões de pessoas. Os entrevistados pediram melhorias na qualidade das habitações (19%), acesso a hospitais e segurança (18%).

