O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu vinte e quatro registros de pessoas nascidas fora do Brasil para as eleições de 2026. Os candidatos, autodeclarados brasileiros naturalizados, vieram de diversos países, com destaque para bolivianos, sírios, peruanos e italianos.
O grupo de registros inclui candidatos de Damasco, Síria, e de La Paz e Santa Cruz de La Sierra, Bolívia. Também há pedidos de pessoas de Lima e Iquitos, no Peru, e de Parma e Roma, na Itália. Outras cidades de origem listadas são Pequim, China, e Washington, Estados Unidos.
Pedro Gallotti, mestre em Direito do Estado pela UFPR e especialista em direito eleitoral, explicou que o termo ‘igualdade de direito’ se refere a um tratado de reciprocidade entre Brasil e Portugal. Ele comentou que, para se registrar como candidato no Brasil, um português deve perder direitos no país de origem.
O especialista detalhou que os estrangeiros que se candidatam devem ser naturalizados. Ele afirmou que esses indivíduos precisam cumprir requisitos, como residir no Brasil por quatro anos, falar português e não possuir condenação criminal, para adquirir direitos políticos. Os cargos de presidente e vice-presidente são exclusivos para brasileiros natos.
Em eleições passadas, o TSE havia recebido trinta e cinco pedidos de candidaturas de pessoas nascidas em outros países. Segundo Gallotti, a presença contínua de imigrantes sírios e haitianos na política brasileira demonstra a consolidação da vida desses grupos no país.

