O mercado de bebidas alcoólicas enfrenta mudança no comportamento de compra. Uma pesquisa da Deloitte revela que quatro em cada dez consumidores americanos focam no custo-benefício. Essa tendência se estende a famílias com renda superior a US$ 200 mil por ano.
A alta inflação recente elevou o fator preço em pontos de venda, bares e restaurantes. Apesar da desaceleração inflacionária nos Estados Unidos, o fator preço permanece relevante. Por isso, muitos consumidores estão reavaliando gastos com álcool e locais de compra.
Entre quem busca economia, a intenção é reduzir os gastos com bebidas em casa em vinte por cento a quarenta por cento. Há também um corte no consumo em bares e casas noturnas. Este movimento não é restrito a grupos de menor poder aquisitivo.
Consumidores de maior renda também alteram hábitos. Parte desse público diminui o gasto em estabelecimentos e direciona mais recursos para bebidas compradas em lojas para consumo doméstico. Para esse grupo, os gastos no varejo podem crescer mais de 20 por cento.
A análise da pesquisa mostrou que apenas cerca de um terço das marcas avaliadas cumpre a percepção de custo-benefício acima da média. Essas marcas apresentaram maior crescimento de volume e valor de vendas entre dois mil e vinte e dois e dois mil e vinte e quatro. A preocupação com saúde citada por cerca de um em cada quatro entrevistados não é o motivo principal de compra.

