A Justiça da Bolívia decretou prisão preventiva de seis meses para o argentino Fernando Cerimedo. Ele é investigado como principal suspeito de planejar um atentado a tiros contra sua ex-companheira, a advogada boliviana. Cerimedo foi detido na madrugada de terça-feira, após chegar a Santa Cruz.
O atentado ocorreu na noite anterior, quando a advogada sobreviveu a três disparos efetuados por assassinos de aluguel. O juiz Wilson Espada determinou a custódia preventiva de Cerimedo por 180 dias no presídio de Palmasola, em Santa Cruz.
Cerimedo, de quarenta e cinco anos, é conhecido por assessorar campanhas de candidatos de direita na América Latina. A promotora do caso, Yolanda Aguilera, declarou após a audiência que o suspeito é inocente e que não tem envolvimento com o assunto.
A defesa do argentino classificou a decisão judicial como arbitrária. O advogado de Cerimedo alegou que não há certeza de que ele contratou os atiradores, citando mensagens de chat como prova.
As autoridades realizaram buscas em imóveis ligados ao assessor. Em uma residência, foram encontrados quinhentos mil bolivianos em dinheiro vivo, equivalentes a cerca de 43 mil dólares, além de uma suposta “fazenda de bots”, cuja existência a defesa negou.


