O senador Flávio Bolsonaro declarou que pretende rediscutir a mistura obrigatória de etanol na gasolina se obtiver a presidência. O Conselho Nacional de Política Energética elevou o teor mínimo do biocombustível de trinta por cento para trinta e dois por cento em julho.
A proposta de aumento do teor do etanol, que está em regime provisório de cento e oitenta dias, gera críticas de motoristas e de associações do setor automotivo. Questionam-se possíveis danos aos motores e a aprovação da medida sem testes de durabilidade, segundo a imprensa.
O candidato do PL também abordou a questão do preço, afirmando que o consumidor deve receber o que pagou. Ele comparou a mudança à redução de tamanhos de produtos embalados, como barrinhas de chocolate e rolos de papel higiênico, alegando que o governo estaria diminuindo a quantidade de combustível.
A elevação da mistura foi estabelecida na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de dois mil e vinte e quatro. O texto prevê uma ampliação gradual, desde que haja viabilidade técnica comprovada por testes. O aumento beneficia a indústria de biocombustíveis, que busca ampliar sua participação no mercado nacional.

