A catarata, que afeta mais de 94 milhões de pessoas globalmente, exige cirurgia para tratamento. Pesquisas indicam que o laser de femtossegundo não oferece vantagens clínicas significativas sobre a técnica tradicional de facoemulsificação.
A condição ocorre quando o cristalino, lente natural do olho, perde transparência devido ao acúmulo de proteínas, turvando a visão. A única opção eficaz é a cirurgia, que remove o cristalino opacificado e o substitui por uma lente intraocular (LIO). No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza mais de 600 mil procedimentos anuais, embora a demanda ainda seja alta.
A técnica assistida por laser de femtossegundo (FLACS) foi investigada em metanálise que reuniu 46 estudos clínicos com 8.871 olhos operados. Os resultados mostraram melhora discreta da acuidade visual na primeira semana, mas essa diferença desapareceu após um mês. Além disso, as taxas de complicações e resultados de longo prazo foram semelhantes aos do método convencional.
Outro avanço notável é o desenvolvimento de lentes intraoculares premium. Enquanto antigamente as lentes corrigiam apenas a visão de longe, modelos atuais corrigem múltiplas distâncias. Um estudo de 2022 avaliou lentes trifocais e de foco estendido (EDOF); as trifocais oferecem maior independência de óculos, mas podem causar halos noturnos, enquanto as EDOF geram menos fenômenos ópticos.
Apesar dos avanços tecnológicos, o acesso às lentes premium é restrito, pois seu custo elevado impede a cobertura pelo SUS e pela maioria das operadoras de saúde. Os especialistas apontam que a escolha da lente deve ser personalizada, considerando o estilo de vida do paciente.

