O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia proibido há quatro anos um pronunciamento de um ex-ministro da Saúde sobre vacinação. A restrição ocorreu em agosto de dois mil e vinte e dois, quando o discurso abordava resultados da administração federal no combate à covid-19. Quatro anos depois, o atual ministro da Saúde lançou uma campanha nacional de multivacinação.
Em agosto de dois mil e vinte e dois, o TSE vetou a fala do ex-ministro, pois o vídeo mencionava a atuação da administração federal contra a pandemia de covid-19. A afirmação vetada era: “Durante a pandemia de covid-19, demonstramos nossa capacidade de adquirir e vacinar, em tempo recorde, a nossa população. Com isso, alcançamos altas taxas de cobertura vacinal que nos permitiram o controle da emergência de saúde pública de importância nacional”.
Em outubro de dois mil e vinte e dois, o governo anterior tentou novamente veicular o pronunciamento sobre poliomielite. O TSE, na época presidido por Alexandre de Moraes, negou a transmissão. O ministro declarou que o tema tinha viés educativo, mas não havia demonstração da gravidade ou urgência que justificasse a aparição do ministro em cadeia nacional.
O ministro Alexandre de Moraes justificou que a população pode obter as informações por outros meios. Ele afirmou que a aparição do titular da pasta na rede nacional de rádio e TV, nesse período, poderia violar o princípio da impessoalidade, devido à indevida personificação de ações públicas.
Na noite de sexta-feira, dia vinte e um de agosto de dois mil e vinte e seis, o ministro Alexandre Padilha ocupou a cadeia nacional de rádio e TV para anunciar a campanha de multivacinação. Padilha disse que o Brasil cuida do futuro ao valorizar a ciência e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

