A Justiça Federal determinou a apuração das circunstâncias da morte de um homem de 63 anos, conhecido por envolvimento com o tráfico, que faleceu na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O magistrado mandou realizar necropsia e coleta para exames toxicológicos.
A morte ocorreu na quinta-feira (20), após o detento passar mal na penitenciária na segunda-feira (17) e ser levado à Santa Casa. A morte encefálica foi confirmada no mesmo dia do falecimento. A defesa do homem alegou que o setor de patologia do hospital comunicou suspeita de envenenamento aos familiares.
Em decisão de sexta-feira (21), o juiz federal Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini ordenou a necropsia e a coleta de material para exames toxicológicos e histopatológicos. A Justiça também determinou uma inspeção extraordinária na Penitenciária Federal de Campo Grande e a preservação das imagens das câmeras do presídio.
O magistrado afirmou que a morte de alguém sob custódia estatal exige apuração rigorosa para afastar hipóteses de violência ou negligência. O homem foi apontado, em 2002, como um dos principais chefes do tráfico internacional de drogas na América Latina.

