O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou que ataques militares israelenses na Faixa de Gaza podem constituir crimes de guerra. O órgão também expressou preocupação com a crescente incidência de ataques a instalações e agentes policiais no território.
Entre os dias 13 e 19 de agosto, pelo menos 22 palestinos morreram em operações militares israelenses em Gaza, incluindo mulheres e menores. A organização internacional lembrou que o Direito Internacional Humanitário proíbe ataques indiscriminados ou desproporcionais contra civis, o que pode configurar violações graves.
O ACNUDH registrou pelo menos 18 ataques israelenses contra policiais entre janeiro e agosto de 2026. Esses incidentes resultaram na morte de, no mínimo, 77 palestinos, sendo 57 policiais. Um ataque recente, ocorrido na quarta-feira (19) contra a sede da Polícia Municipal de Gaza, matou nove palestinos, oito policiais e uma menina de 13 anos.
Paralelamente, a relatora especial das Nações Unidas sobre a situação dos Direitos Humanos no território palestino ocupado, Francesca Albanese, criticou os ataques. Ela acusou as forças israelenses de cometer genocídio contra a população palestina, afirmando que o exército estaria perpetrando um genocídio.
Albanese fez a declaração em publicação, citando um caso na Cisjordânia, onde um palestino teria sido morto a tiros por forças israelenses durante uma operação em sua residência em Jenin, no norte da Cisjordânia.


