O surf deixou de ser um esporte de nicho no Brasil e passa a atrair patrocinadores de setores como bancos e telecomunicações, avaliou Ivan Martinho, presidente da World Surf League na América Latina. A modalidade reúne mais de 45 milhões de fãs no país, segundo o Ibope Repucom.
Martinho atribui essa transformação ao desempenho dos atletas brasileiros. O país conquistou oito dos últimos onze títulos mundiais em disputa, com cinco atletas diferentes. Esse resultado ajudou a ampliar o interesse por público, mídia e parceiros comerciais da modalidade.
A etapa brasileira da WSL, realizada em Saquarema, movimentou R$ 188 milhões na economia do município em 2026, segundo um relatório da EY. O perfil dos investidores também mudou; enquanto antes o surf era impulsionado por marcas de surfwear, agora bancos e empresas de bens de consumo investem no esporte.
O executivo afirma que, embora o futebol mantenha volume de negócios isolado, o surf avançou em relação a outras modalidades. Para sustentar esse crescimento, Martinho considera essencial a renovação dos atletas, garantindo que a próxima geração mantenha o interesse comercial e a relevância do esporte.

