Uma ação de difamação contra a editora Elsevier, com valor de um bilhão de dólares, terá julgamento marcado para 7 de dezembro. A empresa é acusada de publicar um estudo sobre tecnologia de purificação de ar que, segundo os autores, continha dados manipulados.
A Global Plasma Solutions (GPS), fabricante de produtos de qualidade do ar, moveu a ação em 2022. A disputa começou após a editora recusar-se a retirar um artigo de 2021 publicado na revista Building and Environment, que tratava da tecnologia de ionização bipolar da empresa.
Os advogados da GPS afirmam que a Elsevier é responsável pela suposta omissão de dados e por conclusões enganosas no artigo. Segundo a alegação, isso causou perdas financeiras grandes para a companhia. A GPS, que agora opera como GPS Air, sustenta que a editora sabia que o artigo havia reprovado a revisão por pares sob seus próprios padrões.
Um juiz de Pequenas Causas dos EUA, David Keesler, permitiu o prosseguimento do caso em maio de 2024. Ele considerou que a GPS alegou plausivelmente má-fé, definida como conhecimento da falsidade ou desconsideração imprudente da verdade. O juiz principal, Martin Reidinger, manteve essa decisão em julho de 2025.
A GPS também aponta, com base em documentos internos, que uma avaliação de dezenove periódicos indicou que a Elsevier publicou mais de 1.200 artigos sem revisão por pares ou contra recomendações dos revisores.


