Três anos após a morte de Yevgeny Prigožin, o ex-chefe do grupo Wagner, a organização se reorganizou sob o nome Africa Corps. Prigožin buscou apoio de Alexander Lukashenko, ditador bielorrusso, antes de seu acidente aéreo perto de Moscou.
Após uma insurreição malsucedida em junho de dois mil e vinte e três, na qual os membros do Wagner controlaram Rostov do Don e avançaram em direção a Moscou, Prigožin procurou aliados. Um deles foi Lukashenko, que atuou como mediador entre o empresário e Vladimir Putin. Em um trecho de um telefonema divulgado, Lukashenko descreveu o caos no Kremlin e mencionou a possibilidade de Putin ordenar a ‘eliminação’ de Prigožin.
O líder do Wagner reagiu nervosamente à menção, alegando que a eliminação custaria muitas vidas e seria uma catástrofe. A mãe de Prigožin, Violetta, afirmou em entrevista que seu filho sabia que sua morte estava próxima, tentando dissuadi-lo de confrontos armados. Ela declarou que ele desejava apenas alcançar o comando do exército, e não derrubar Putin.
O Kremlin nunca esclareceu os detalhes do acidente aéreo, que ocorreu cerca de cento quilômetros de Moscou. As autoridades russas negaram a entrada de investigadores internacionais, alegando que o voo era doméstico. A análise de um instituto dinamarquês indica que a Wagner passou por uma ‘renacionalização’, retornando ao controle do Estado russo após a morte de seu fundador.

