O sono passou a ser um foco central em discussões sobre saúde, design e hospitalidade, transformando-se em um indicador de qualidade de vida e um novo símbolo do luxo contemporâneo. A busca por noites restauradoras influencia setores da economia, desde a medicina até a arquitetura de alto padrão.
Especialistas apontam que a privação de sono afeta diretamente memória, concentração, sistema imunológico e saúde emocional. O médico especialista em Medicina do Sono, João Barnewitz, afirmou que dormir mal torna o indivíduo biologicamente subótimo, acompanhando uma maior conscientização sobre o tema.
A procura por soluções completas cresce, indo além do colchão. Ilan Vasserman, da Zissou, disse que os clientes buscam produtos que considerem ergonomia, conforto, temperatura e qualidade do ambiente. Na hotelaria, isso se reflete em quartos planejados para combater ‘vilões do sono’, como calor e transferência de movimento.
A arquitetura também se adapta a essa demanda. Eduardo Trevisan, designer de produtos, explica que o quarto deve ser um espaço de recuperação, onde iluminação, materiais e conforto acústico reduzam estímulos. André Behne, da Marel Design Mobili, complementa que tons naturais e terrosos favorecem uma atmosfera calma, evitando excessos visuais.
Além disso, o controle ambiental é crucial. Patricia Cayres, da Hunter Douglas, observou que soluções de controle solar e cortinas deixaram de ser apenas estéticas. O controle da luminosidade respeita o ciclo circadiano, e sistemas de escurecimento total tornaram-se parte da experiência em hotéis de luxo, impulsionando a automação residencial.

