O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirma que a influenciadora e advogada é a principal integrante do núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). O documento, apresentado à Justiça, descreve a pessoa como o “verdadeiro caixa da organização criminosa”.
Segundo o MPSP, a advogada participou da ocultação e da lavagem de valores atribuídos à facção. O órgão sustenta que ela usava contas pessoais e empresas vinculadas ao seu nome para movimentar recursos e transformá-los em bens de alto valor. A influência pública da advogada, ainda, ajudaria a dar aparência de legalidade às operações investigadas.
A investigação divide a organização em núcleos. O núcleo decisório inclui o apontado líder do PCC e seu irmão. A influenciadora integra o núcleo financeiro, ao lado de um sobrinho do líder. Os investigadores apontam que ela recebeu dezenas de transferências suspeitas, totalizando cerca de R$ 700 mil.
Em relação às medidas judiciais, o MPSP pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva dos investigados na Operação Vérnix, alegando risco de continuidade das práticas se os suspeitos forem libertados. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões em contas ligadas à influenciadora e a apreensão de 39 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 8 milhões.


