A defesa de Erin Patterson, condenada por envenenar três parentes na Austrália, questiona a hospedagem dos jurados durante o julgamento. Os doze membros do júri ficaram no mesmo hotel que procuradores e o detetive responsável pela investigação, o que a defesa classifica como irregularidade fundamental.
O processo ocorreu em Morwell, na região de Gippsland, após o caso ganhar destaque nacional. O juiz Christopher Beale havia determinado que os jurados permanecessem isolados durante as deliberações para proteger o processo da repercussão. A situação de compartilhamento de acomodações surgiu porque o julgamento se alongou e a região registrou alta ocupação hoteleira durante um campeonato de tênis de mesa.
Um e-mail dos gabinetes do juiz, enviado em sete de julho, informou aos advogados que o detetive sênior Stephen Eppingstall estava no mesmo hotel que o júri, junto com dois procuradores. Embora os jurados ocupassem um andar separado e tivessem refeições em sala de conferências, algumas áreas comuns eram compartilhadas. O juiz Beale expressou preocupação com o fato, afirmando que a situação era indesejável.
A equipe jurídica de Patterson, agora buscando anular as condenações em recurso, argumenta que o episódio de hospedagem comprometeu a integridade dos vereditos. O advogado Richard Edney classificou o ocorrido como uma falha inexplicável no processo. A acusação, por sua vez, afirmou que as medidas adotadas impediram qualquer interferência, dizendo que o sistema funcionou conforme o esperado.

