O Irã executou neste domingo um homem condenado por colaborar com os Estados Unidos e Israel durante protestos antigovernamentais que ocorreram em janeiro. O judiciário islâmico confirmou a execução após o recurso do acusado ser negado.
As autoridades iranianas afirmaram que o indivíduo foi condenado por “incêndio criminoso, reunião e conluio com a intenção de cometer crimes contra a segurança interna do país”. Segundo o site do judiciário, o réu foi preso no dia nove de janeiro, na província de Alborz, localizada a oeste de Teerã. Na ocasião, ele estava com um revólver, munição, duas pistolas Taser, duas granadas de gás lacrimogêneo, uma motosserra recarregável e uma garrafa de gasolina.
Os protestos, que se intensificaram entre os dias oito e nove de janeiro, foram atribuídos pelas autoridades a “atos terroristas” orquestrados por Washington e Israel. As autoridades iranianas registraram mais de três mil mortes em decorrência dos distúrbios.
O número de execuções no Irã aumentou desde fevereiro, quando iniciou a guerra no Oriente Médio. Organizações como a Iran Human Rights e a Together Against the Death Penalty (ECPM) apontaram que o país executou pelo menos 1.639 pessoas no ano passado, um registro superior ao de 1989. A Amnistia Internacional classifica o Irã como o segundo país com maior número de execuções, atrás apenas da China.
Em outro desdobramento, Mohsen Rezaï, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, alertou que qualquer país que aplique sanções econômicas à república islâmica será considerado inimigo. Ele declarou que o Irã atacará interesses desses países caso não se distanciem dos Estados Unidos.


