O coordenador da equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Adolfo Sachsida, criticou a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que o Tesouro Nacional recompre títulos públicos com o objetivo de reduzir os juros de longo prazo. Em entrevista à imprensa, Sachsida afirmou que a medida pode aumentar a inflação, encarecer o custo de vida, elevar a taxa de juros e gerar desemprego.
O coordenador da equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Adolfo Sachsida, criticou a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que o Tesouro Nacional recompre títulos públicos com o objetivo de reduzir os juros de longo prazo. Em entrevista à imprensa, Sachsida afirmou que a medida pode aumentar a inflação, encarecer o custo de vida, elevar a taxa de juros e gerar desemprego.
Sachsida argumentou que o aumento dos juros decorre do elevado gasto público promovido pelo PT e defendeu que a melhor forma de baixar os juros seria a redução das despesas. “O PT gasta tanto que os juros subiram demais. Então, ele quer dar um jeito de diminuir os juros sem parar de gastar”, declarou.
Na segunda-feira, o coordenador-geral do programa de governo do PT, José Sergio Gabrielli, defendeu a recompra dos títulos públicos em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ao citar como exemplo uma medida semelhante realizada recentemente pelos Estados Unidos. O intuito, segundo Gabrielli, é diminuir a volatilidade da curva de juros, referência para decisões do Banco Central.
Sachsida criticou duramente a proposta e avaliou que ela poderia causar aumento da inflação, encarecimento do custo de vida, elevação da taxa de juros e maior desemprego. “Essa proposta absolutamente medíocre do ponto de vista econômico, vai aumentar a inflação, vai aumentar o custo de vida, vai aumentar a taxa de juros, vai gerar desemprego”, disse o ex-ministro.
Gabrielli argumentou que o crescimento da dívida pública brasileira não ocorre por descontrole nos gastos, mas sim pelos encargos com juros. Ele tem formação em economia pela Universidade Federal da Bahia, presidiu a Petrobras de julho de 2005 a fevereiro de 2012 e foi secretário de Planejamento da Bahia de março de 2012 a janeiro de 2015, na gestão de Jaques Wagner (PT-BA).
Adolfo Sachsida, doutor em Economia pela Universidade de Brasília e pós-doutor pela Universidade do Alabama, ocupou cargos no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como secretário de Política Econômica entre janeiro de 2019 e abril de 2022 e, posteriormente, ministro de Minas e Energia a partir de maio de 2022.

