O Ministério da Saúde publicou um extrato de adesão para que 676 médicos do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E) continuem a trabalhar nos municípios até fevereiro de 2027. A prorrogação não é automática e os médicos precisam cumprir requisitos relacionados ao aprimoramento profissional, ao desempenho das atividades e à regularidade administrativa.
Além da manutenção dos 676 profissionais, outros 451 especialistas começaram a se apresentar na semana passada. De acordo com o ministério, 52% dos especialistas atuam em municípios do interior. A pasta destaca que, em alguns locais, os médicos do programa chegam a representar 75% da oferta de determinados serviços especializados.
Entre os profissionais em atividade, estão aproximadamente 500 anestesiologistas, considerados estratégicos para ampliar a realização de cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). Os profissionais recebem até R$ 20 mil por 20 horas semanais de trabalho ─ 16 horas dedicadas a atividades de assistência e quatro horas para formação e educação permanentes.
Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a baixa taxa de desistência dos especialistas mostra que o programa tem se mantido interessante a esses profissionais. “Menos de 10% dos participantes desistem de continuar no programa. Vale lembrar que esses profissionais costumam ter várias ofertas de emprego”, destacou Proenço.
O secretário adjunto de Gestão do Trabalho, Jerzey Timóteo, acrescenta que, com as informações consolidadas a partir das avaliações que vêm sendo feitas, é possível sempre planejar, de forma mais eficiente, os próximos passos do programa. “Com o avanço de nossa infraestrutura, precisamos ter atenção também com a formação de novos profissionais. Percebemos que a distância média percorrida para atendimento especializado diminui por conta disso. Esse deslocamento ocorre porque, mesmo estando equipadas, algumas localidades não tinham profissionais capacitados para os exames”, argumentou Timóteo.

