A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da Oi após a empresa informar que não tinha recursos para cumprir despesas essenciais e manter as operações no fim de agosto. A companhia acumulava patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, segundo dados de março de 2026.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) encerrou uma tentativa de manter a Oi em recuperação judicial, processo que envolvia cerca de R$ 44 bilhões em dívidas. A administração judicial informou à Justiça que a companhia enfrentava ‘esgotamento total dos recursos’ e liquidez negativa. A projeção de caixa para o fim de julho era de R$ 88,1 milhões, mas em abril já havia recuado para R$ 19,6 milhões.
A Oi já havia tido a falência decretada em novembro de 2025, mas a decisão ficou suspensa por uma liminar concedida depois de recursos apresentados pelo Itaú Unibanco e pelo Bradesco, bancos credores da companhia. Com a nova decisão, a Justiça nomeou o advogado Bruno Rezende como administrador judicial, que terá a função de auxiliar a Justiça na arrecadação dos bens da companhia, no pagamento dos credores e no encerramento das atividades da empresa.
O último plano de recuperação judicial da Oi tratava de uma dívida de aproximadamente R$ 44 bilhões. A assembleia de credores que aprovou a proposta autorizou um novo financiamento de até US$ 655 milhões. A situação financeira da companhia também afetou fornecedores. Em julho, a Sitelbra interrompeu conexões da rede de lotéricas da Caixa Econômica Federal, sistemas de videomonitoramento na Bahia e em Goiás e lojas da Enel no Ceará por falta de pagamentos.
A Justiça já vinha autorizando leilões de ativos da Oi para transferir serviços a outras empresas. Em abril, a Método Telecom arrematou a operação de telefonia fixa, incluindo linhas de telefone fixo residenciais e a responsabilidade por números de emergência, como 190, da Polícia Militar; 192, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); e 193, do Corpo de Bombeiros.


