O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, em entrevista concedida na noite de terça-feira (25), que a superação da polarização política é a condição necessária para que o Brasil retome prioridades em áreas como economia, segurança pública, saúde e educação.
Caiado defendeu a construção de um ambiente de pacificação para encerrar disputas que, segundo ele, comprometem o debate sobre problemas estruturais. O ex-governador de Goiás citou a possibilidade de anistia como ferramenta para finalizar ciclos de conflito e permitiu que a agenda nacional seja retomada.
Na área econômica, o candidato propôs uma emenda constitucional para fixar o limite de despesas da União em 50% do Produto Interno Bruto (PIB), com correção pela inflação. A medida visaria cortar subvenções, incentivos fiscais, salários excessivos e emendas parlamentares fora das prioridades do governo.
O presidenciável criticou o atual arcabouço fiscal e as políticas de renegociação de dívidas do governo Lula. Ele afirmou que pretende criar condições para reduzir os juros a 6% e a inflação a 3%, além de reavaliar pontos da reforma tributária para evitar prejuízos a autônomos e microempreendedores.
Para o combate ao narcotráfico e lavagem de dinheiro, Caiado sugeriu a criação de uma estrutura de cooperação com países vizinhos, incluindo central de inteligência e intercâmbio de informações. O plano prevê o uso de bens confiscados de organizações criminosas para financiar as ações de repressão.
O candidato descartou a presença de militares dos Estados Unidos em território brasileiro, mas admitiu parcerias internacionais para acesso a satélites e inteligência artificial. Ele defendeu ainda um “choque de autoridade moral” para enfrentar a corrupção e fortalecer o comando do Estado.
Caiado utilizou a gestão de Goiás, citando a recuperação fiscal e avanços na educação e saúde, como prova de que é possível reorganizar as contas públicas sem prejudicar os serviços essenciais à população.

