O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação de 557 registros de candidatura em São Paulo para as eleições de 2026. A maioria das ações questiona a ausência de documentos exigidos pela Justiça Eleitoral, mas o órgão também fundamentou pedidos em causas de inelegibilidade e possíveis vínculos com o crime organizado.
Em 16 casos, as ações foram baseadas na Lei Complementar 64/1990. Dessas, nove referem-se a pessoas condenadas por crimes em decisão transitada em julgado ou por órgão colegiado. Duas ações citam elementos que indicam ligação de candidatos com o crime organizado.
Entre os citados estão candidatos a deputado federal e estadual. O ex-prefeito de Embu das Artes, Ney Santos (Republicanos), foi condenado a 3 anos e 9 meses de prisão por portar pistola com numeração raspada. Emerson Dias Rocha (Podemos) foi preso em operação do Ministério Público de São Paulo que investiga lavagem de dinheiro e vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O MPE também se manifestou em 19 Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários (Draps), apontando a necessidade de ajustes na documentação. Três partidos tiveram impugnações por descumprimento da cota de gênero nas chapas para deputado estadual: Agir, Democracia Cristã e Mobiliza.
Os advogados de Ney Santos e do partido Agir, além das assessorias da Democracia Cristã e do Mobiliza, foram procurados por aplicativo de mensagem. Emerson Dias Rocha também foi contatado via Instagram. Não houve resposta até a publicação da reportagem.


