Internacional e Grêmio enfrentam-se nesta quinta-feira (27), às 20h, no Beira-Rio, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O clássico ocorre em um cenário de crise simultânea para os rivais, que registram baixos desempenhos no Campeonato Brasileiro e graves problemas financeiros.
A situação técnica da dupla é evidenciada pela tabela do Campeonato Brasileiro. O Grêmio ocupa a 15ª posição e o Internacional a 16ª, ambos com 25 pontos, apenas um acima do primeiro time na zona de rebaixamento.
No aspecto financeiro, os clubes fecharam 2025 com dívidas que somam quase R$ 2 bilhões. O Internacional registrou R$ 940 milhões em débitos, enquanto o Grêmio acumulou R$ 935,6 milhões. Atualmente, ambos sofrem transfer bans: o clube colorado pela Fifa e o tricolor pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf).
A escassez de recursos reflete-se na ausência de patrocínio máster para ambas as equipes desde o fim de 2025. Bernardo Pontes, CEO da Alob Sports, explicou que as marcas estão menos dispostas a pagar os valores inflados por contratos montados durante a onda de apostas esportivas.
As enchentes de 2024 agravaram o cenário. O Internacional teve prejuízo de quase R$ 90 milhões e precisou reformar o centro de treinamento. O Grêmio ficou 120 dias sem jogar em casa e registrou perdas de materiais armazenados na Arena.
O colunista Leonardo Oliveira afirmou que as equipes ficaram para trás na transformação do futebol a partir de 2020, mantendo fórmulas ultrapassadas de receita. Segundo Oliveira, a resistência a modelos como as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) é fruto do tradicionalismo e de grupos políticos internos.

