O empresário e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, oficializou no dia 27 de julho sua candidatura à Presidência da República nas eleições de outubro pelo partido Novo. Aos 61 anos, o político renunciou ao cargo estadual em março para disputar o Palácio do Planalto pela primeira vez.
Zema defende a implementação de privatizações imediatas caso seja eleito. O candidato afirmou que pretende privatizar a Petrobras como parte de quatro choques fiscais necessários para reduzir os gastos públicos do país. Durante seus oito anos no Executivo mineiro, ele informou ter transferido 118 empresas do estado para a iniciativa privada.
O político registrou um patrimônio de R$ 178,7 milhões em declaração ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 7 de agosto. O valor representa um aumento em relação aos quase R$ 130 milhões declarados em 2022, quando foi reeleito governador de Minas Gerais.
A trajetória política de Zema começou em 2018, quando venceu a disputa pelo governo mineiro. Naquela eleição, ele migrou do PL para o Novo. Em 2022, superou o candidato Alexandre Kalil para manter o cargo, mantendo-se invicto em pleitos para o governo do estado.
A relação com o bolsonarismo, marcada pelo apoio a Jair Bolsonaro em 2018 e 2022 e pela defesa de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, sofreu desgaste. Zema criticou a proximidade do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, classificando o empresário como bandido.
Formado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Zema é bisneto do fundador do Grupo Zema, conglomerado que atua em varejo, combustíveis e serviços financeiros. Ele presidiu a empresa familiar entre 1990 e 2016, antes de ingressar na política.


