A Caixa Econômica Federal observa uma estabilização no crescimento da inadimplência de sua carteira de crédito agro, segundo informou nesta quinta-feira (27) o vice-presidente de finanças e controladoria do banco, Marcos Brasiliano Rosa. A taxa de atrasos acima de 90 dias chegou a 20,74% no segundo trimestre de 2026.
O indicador registrou alta progressiva, partindo de 7,02% no segundo trimestre do ano anterior e passando por 18,29% no primeiro trimestre deste ano. O banco informou que a curva de crescimento perdeu velocidade e a métrica apresentou melhora nos meses de junho e julho.
A recuperação é apoiada em renegociações via programa de reestruturação de dívidas do setor rural, lançado pelo governo federal no mês passado. A MP 1.376 criou linhas especiais de crédito para produtores e cooperativas com perdas de mercado ou climáticas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025.
O vice-presidente de varejo, Adriano Assis Matias, afirmou que a curva inflexionou e estabilizou na casa de 20%. Matias disse que a entrada em vigor da medida provisória deve auxiliar a métrica, citando também o impacto positivo do programa Novo Desenrola na gestão da adimplência de pessoas físicas.
O presidente da instituição, Carlos Vieira, declarou que o segundo trimestre foi extremamente desafiador para o mercado financeiro. Apesar disso, o banco divulgou lucro líquido recorrente com alta de 5,9% no período em comparação ao ano passado.
A carteira de crédito da Caixa encerrou o segundo trimestre de 2026 com R$ 1,45 trilhão, o que representa uma expansão de quase 12%.

