O Congresso Nacional iniciou a quinta-feira (27) com agendas praticamente zeradas, sem reuniões de comissão, audiências públicas ou sessões deliberativas. O esvaziamento ocorre um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunir com os presidentes da Câmara e do Senado para combinar um esforço concentrado na próxima semana.
O hiato nas atividades legislativas é resultado de um pacto firmado na quarta-feira (26) entre o Poder Executivo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos). O acordo estabelece que os parlamentares dediquem os dias 2, 3 e 4 de setembro à análise e votação de temas com forte repercussão popular e impacto financeiro.
Entre as prioridades do governo e do Legislativo estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6 por 1, a PEC da Segurança Pública, a taxa das blusinhas, o novo marco legal das terras raras e minerais críticos e o Projeto Redata.
A ausência de atividades nesta quinta-feira reflete a proximidade das eleições gerais de outubro de 2026, que ocorrem em 37 dias. Senadores e deputados priorizam compromissos e viagens para suas bases eleitorais nos estados, prática comum em anos de votação.
A falta de pautas hoje contrasta com a urgência de temas como a PEC da escala 6×1, aguardada por centrais sindicais e empresários. Por se tratar de alteração na Constituição Federal, a proposta exige número qualificado de votos e reuniões prévias de análise antes da votação final.
Alcolumbre informou que o esforço concentrado no Senado será presencial e ocorrerá entre 31 de agosto e 4 de setembro. A medida funciona como um mutirão para pautas de peso político, social e econômico.

