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Cotidiano

PMs do Rio são presos por fornecer armas a milícia e TCP

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de agosto de 2026 16:15
Carla Fernandes
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Tempo: 3 min.
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Dois policiais militares do Rio de Janeiro foram presos nesta quinta-feira (27) sob suspeita de fornecer e intermediar a compra de armas e munições para milicianos e membros da facção Terceiro Comando Puro (TCP). A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Corregedoria da PM.

Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4° Batalhão, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2° Batalhão, serão encaminhados ao presídio da Polícia Militar (PM) em Niterói. Segundo a denúncia do Ministério Público, os agentes comercializavam pistolas, munições e fuzis de calibres 5,56 mm e 7,62 mm, armamentos amplamente utilizados por grupos criminosos.

Na mesma operação, a Promotoria do Rio de Janeiro denunciou outras 18 pessoas por formação de uma aliança entre a milícia e o TCP no Complexo da Maré. A investigação do Gaeco indicou que a milícia de Curicica, na zona sudoeste, estabeleceu um pacto de não agressão e um acordo de cooperação mútua com a facção.

O acordo previa apoio eventual no fornecimento de armas caso qualquer uma das organizações entrasse em confronto com o Comando Vermelho (CV). O Complexo da Maré é composto por 16 comunidades, divididas entre o domínio do TCP e do CV.

A denúncia aponta que a milícia de Curicica é liderada por André Costa Barros, conhecido como Boto ou Redbull, preso em presídio federal no Mato Grosso do Sul desde 2021, e por Osmar Silva de Souza, apelidado de Messi. O grupo é acusado de praticar extorsão e comandar roubos de cargas e veículos.

Em nota, a PM informou que não tolera desvios de conduta ou crimes cometidos por seus integrantes e que os agentes passarão por procedimentos internos para avaliar a permanência na corporação. As defesas dos policiais e dos líderes da milícia não foram localizadas ou não se manifestaram.

Os acusados responderão pelos crimes de comércio ilegal de armas e munição de uso restrito, associação para o tráfico e constituição de milícia privada. Boto seria o responsável por tentativas de expansão do grupo em bairros como Jacarepaguá, Recreio e Praça Seca.

TAGGED:Complexo da MaréGAECOMilíciaPolícia MilitarTerceiro Comando Purotráfico de armas
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