O presidente da Federação Nigeriana de Futebol (NFF), Ibrahim Musa Gusau, anunciou a renúncia ao cargo nesta quinta-feira (27), em Abuja. A decisão ocorre sob suspeitas de corrupção, má gestão financeira e resultados negativos das seleções masculina e feminina de futebol do país.
Gusau, que liderava a entidade desde 2022, declarou em coletiva de imprensa que decidiu renunciar. O anúncio acontece um mês antes das eleições da federação. O gestor informou que vários membros do conselho de administração também deveriam deixar seus postos, mas não detalhou a quantidade de cargos vagos.
A apuração indica que o Departamento de Serviços do Estado (DSS), polícia secreta da Nigéria, investiga a NFF por suspeita de uso indevido de 17 bilhões de nairas (cerca de R$ 65,7 milhões). O montante foi enviado pelo governo em 2024 para quitar salários atrasados de jogadores e dirigentes, que já haviam protestado publicamente.
No campo esportivo, a seleção feminina não se classificou para a Copa do Mundo de 2027 após perder por 2 a 1 para a África do Sul na repescagem. As Super Falcons ficarão fora do torneio pela primeira vez desde 1991. A seleção masculina, as Super Águias, não conseguiu vaga nas Copas de 2022 e 2026.
Durante a coletiva, Gusau defendeu sua gestão e disse que os problemas financeiros da NFF foram causados pela crise econômica do país e pelas oscilações da naira. Ele informou ainda a assinatura de uma parceria com a Adidas, que destinará US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 23,3 milhões) por ano à Nigéria.

