A Comissão Executiva Estadual do Partido Liberal (PL) em Goiás recebeu, nesta quinta-feira (27), uma representação ético-disciplinar que pede a expulsão do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa. O pedido baseia-se em declarações públicas de apoio do prefeito ao governador Daniel Vilela, candidato à reeleição.
O documento foi assinado por Lehninger Thiago Mota, assessor do presidente da legenda, Wilder Morais. A peça cita os artigos 45 e 48 do estatuto do PL e uma resolução de Valdemar Costa Neto, que proíbe detentores de mandato da sigla apoiarem publicamente candidatos de outras agremiações ou que não integrem as coligações do partido.
A representação aponta que Corrêa manifestou apoio a Vilela no dia 22 de agosto e já teria adotado conduta semelhante em abril de 2026, durante evento oficial em Anápolis. O relator do caso deve notificar o prefeito para apresentar defesa, com provas e até três testemunhas, no prazo de 48 horas.
Em vídeo nas redes sociais, Márcio Corrêa rebateu a ação e questionou a fidelidade partidária de Wilder Morais. O prefeito afirmou que o senador se alinhou ao governo Lula em diversas votações no Congresso entre 2023 e 2024 e sugeriu que o processo de expulsão deveria começar pelo dirigente da sigla.
O PL de Goiás informou em nota que a decisão da Executiva constitui apenas um juízo de admissibilidade e que o processo seguirá para o Conselho de Ética. O advogado do partido, Leonardo Batista, afirmou que o contraditório e a ampla defesa serão assegurados ao prefeito.
Wilder Morais declarou que lamenta que a legenda precise despender esforços com questões internas. Segundo o senador, o foco do partido deve ser a prosperidade de Goiás e a eleição de Flávio Bolsonaro para a presidência da sigla, a fim de encerrar o governo do PT.


