O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), criticou nesta quinta-feira (27) o senador Wilder Morais, presidente estadual da legenda, após a executiva do partido discutir a abertura de um processo por infidelidade partidária contra o gestor. A crise foi motivada pelo apoio público de Corrêa ao governador Daniel Vilela (MDB), candidato à reeleição.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Corrêa afirmou manter coerência política ao apoiar a gestão estadual. O prefeito rebateu a possibilidade de expulsão do partido, alegando que a denúncia foi provocada por um assessor do senador Wilder Morais. Ele questionou o conceito de fidelidade partidária aplicado ao seu caso.
O prefeito acusou Morais de falta de coerência ideológica, citando a ausência do senador em votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Corrêa, o parlamentar votou junto com o governo Lula na maioria das ocasiões entre 2023 e 2024.
Corrêa afirmou que o senador teria participado de reunião para tratar da indicação de Alexandre de Moraes ao STF, colocando interesses pessoais acima da legenda. O prefeito disse que deputados federais de Goiás e outros mandatários do PL em Brasília buscavam pacificação na direita para garantir a vitória de Gustavo Gayer.
A decisão de apoiar Daniel Vilela foi justificada pela atuação do governador em Anápolis. Corrêa lembrou que recebeu apoio do emedebista na eleição municipal de 2024 e que o governo resolveu problemas crônicos do município, alegando que não trocaria o projeto da cidade por um projeto pessoal falido.
O prefeito defendeu que qualquer punição por infidelidade seja aplicada a todos os membros da legenda, incluindo deputados federais e prefeitos que não apoiam o projeto do partido. Corrêa declarou estar pronto para ampliar o debate com Wilder Morais.
Por fim, o gestor afirmou ter recebido mensagens de apoio e uma ligação de Flávio Bolsonaro. Segundo o prefeito, o senador destacou a importância do apoio dado pelo grupo na região de Anápolis.


