O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa nesta sexta-feira (28). O custo da operação é estimado em quase R$ 1 bilhão, segundo a Receita Federal, valor referente a renúncias fiscais concedidas às emissoras para compensar a ausência de publicidade comercial nos espaços ocupados pelas campanhas.
O mecanismo de ressarcimento ocorre via benefícios fiscais, evitando o pagamento direto do governo às radiodifusoras. No primeiro turno, o conteúdo será exibido quatro vezes por dia — duas no rádio e duas na televisão —, de segunda-feira a sábado, até o dia 1º de outubro.
A distribuição do tempo é definida pela legislação eleitoral, baseando-se, entre outros fatores, na representação dos partidos nas bancadas da Câmara dos Deputados. Além dos blocos fixos, as candidaturas utilizarão inserções comerciais curtas distribuídas ao longo da programação regular das emissoras.
Para a eleição presidencial, a propaganda na TV começa neste sábado (29). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o maior tempo, com 5min31 segundos diários. Flávio Bolsonaro (PL) terá 4min20s, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) com 2min20s e Augusto Cury (Avante) com 35 segundos.
Candidatos como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não terão participação no bloco televisivo, conforme a divisão do tempo. Já a propaganda para governadores inicia nesta sexta-feira.
Em São Paulo, dois nomes aparecerão na tela. Tarcísio de Freitas terá 6min20s de propaganda, enquanto Fernando Haddad terá 2min39s.


