Uma juíza federal dos Estados Unidos declarou, nesta quinta-feira (27), ilegais as sanções impostas em fevereiro pela administração de Donald Trump à Anthropic. A decisão considera que as medidas foram uma retaliação às críticas feitas pela empresa de inteligência artificial ao Pentágono, proibindo agências federais de interromper o uso das ferramentas da criadora do chatbot Claude.
A juíza Rita Lin afirmou, em decisão de 59 páginas, que a invocação da segurança nacional não serve como um cheque em branco para punir críticos do governo. Segundo a magistrada, as sanções foram baseadas no desejo de envergonhar a Anthropic por sua arrogância ao criticar a administração, em vez de combater uma ameaça real.
O tribunal também anulou a classificação da empresa como um risco para a cadeia de suprimentos. A designação havia sido feita pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, e era anteriormente aplicada apenas a empresas estrangeiras.
A disputa jurídica começou após a Anthropic recusar a permissão para que as Forças Armadas dos EUA utilizassem o Claude em armas letais totalmente autônomas ou em sistemas de vigilância em massa de cidadãos americanos.
Um porta-voz da Anthropic declarou que a empresa acolhe com satisfação a decisão judicial. Ele afirmou que a companhia segue focada em trabalhar com o governo para que a inteligência artificial beneficie a segurança nacional e os cidadãos americanos.
A administração Trump pode recorrer da sentença.


