O coordenador de economia da campanha de Romeu Zema (Novo), Carlos da Costa, afirmou nesta sexta-feira (28) que um eventual governo do candidato à Presidência privatizaria todas as empresas estatais. O plano prevê iniciar o processo pela Petrobras e pelo Banco do Brasil, que juntos representam quase metade do valor do patrimônio público.
Segundo Costa, o Estado deve atuar apenas em serviços essenciais, como saúde, educação, segurança e políticas distributivas, áreas onde o setor privado não consegue operar. O economista disse que as estatais são mal geridas e funcionam como cabides de emprego, o que encarece produtos para a população e dificulta a inovação e o investimento.
A estratégia da campanha é realizar as privatizações de maior complexidade no início do mandato. A justificativa é que o Executivo detém maior poder enquanto as Casas legislativas passam por reorganização.
Os recursos obtidos com as vendas seriam utilizados para abater a dívida pública, com o objetivo de reduzir a taxa de juros. O economista informou que uma parte do montante também seria destinada a investimentos em infraestrutura pública.
Sobre a Previdência, Costa defendeu a necessidade de ajustes nos parâmetros atuais para conter o deficit, citando a possibilidade de aumentar a taxa de aposentadoria, elevar a contribuição ou desvincular o salário mínimo. Ele afirmou que, sem reforma, os mais pobres pagariam a conta do deficit.
A proposta inclui a criação de um Conselho da Previdência Social, com representantes de trabalhadores, empregadores e governo. O objetivo é implementar mudanças no primeiro mandato para, em um segundo período, converter o sistema para o regime de capitalização, modelo adotado no Chile.


