Militares do Nepal resgataram 350 pessoas que estavam presas em um túnel de uma usina hidrelétrica após fortes inundações atingirem o país. O balanço oficial divulgado pelas autoridades na quinta-feira (27) contabiliza 395 mortos e cerca de 1.300 desaparecidos em decorrência do desastre natural.
Trabalhadores e moradores ficaram isolados na estrutura da hidrelétrica devido às chuvas e enchentes, segundo o gabinete do primeiro-ministro, Balen Shah. No início da tarde de quinta-feira, cerca de 100 pessoas ainda permaneciam presas no local durante as operações de salvamento.
As forças de segurança e equipes de emergência retiraram outras centenas de pessoas de áreas afetadas. O governo informou que 883 pessoas foram resgatadas em diferentes pontos da região de Rasuwa. Helicópteros transportam equipes de resgate, alimentos e suprimentos para moradores isolados em cidades e vales.
Das 395 mortes registradas, 392 ocorreram no Nepal e três na China. No lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra atingiu o porto de Gyirong, no Tibete, onde veículos foram arrastados pela lama. As autoridades nepalesas e chinesas divulgam as informações sobre as vítimas separadamente.
As inundações foram provocadas pelo colapso de uma geleira em regiões montanhosas, que lançou rochas, gelo e lama nos rios. A força do deslocamento causou um abalo sísmico de magnitude 5,2, o que levou autoridades a considerarem, inicialmente, a hipótese de um terremoto.
A enxurrada atingiu principalmente o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu, e o vale do Bhote Koshi, a leste da capital. Equipes de resgate seguem trabalhando para localizar sobreviventes e atender as milhares de pessoas isoladas.

