A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu adiar a utilização do apelido “TariFlávio” para desgastar o senador Flávio Bolsonaro (PL). A estratégia não será usada na estreia do horário eleitoral neste sábado (29), priorizando a relação do parlamentar com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o episódio do “DarkHorse”.
O petista detém o maior tempo de propaganda entre os candidatos e pretende focar os primeiros programas na apresentação de realizações do governo. O tema do “DarkHorse” foi escolhido por ser considerado mais urgente para a estratégia de ataque ao adversário.
O termo “TariFlávio” foi criado pelo PT durante a alta das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil este ano. O partido chegou a elaborar respostas distintas dependendo do resultado das negociações tarifárias, explorando a questão nas redes sociais.
A disputa eleitoral terá a defesa da soberania nacional como um de seus eixos. O conceito passou a ser pilar da comunicação do governo a partir do segundo semestre de 2025, sob a gestão de Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Essa abordagem anterior elevou a aprovação da gestão de Lula para 51%, superando a desaprovação pela primeira vez. O histórico envolve críticas internas na direita em 2025, quando Eduardo Bolsonaro apoiou o primeiro tarifaço de Donald Trump para tentar favorecer a anistia de Jair Bolsonaro, posição combatida por Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro.
A campanha presidencial também pretende explorar a viagem recente de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. O senador participou de audiência no Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), onde solicitou o adiamento da tarifa de 25% para depois das eleições brasileiras e defendeu negociações com um possível governo próprio.


