A polícia da Áustria procura dois homens que roubaram, na tarde desta quinta-feira (27), um colar de platina com 673 diamantes do Museu de Artes Aplicadas de Viena (MAK). A joia, que pertenceu à realeza egípcia e é avaliada em US$ 4,3 milhões, estava em uma exposição de joalheria francesa.
Os suspeitos compraram ingressos para a mostra e utilizaram um martelo para quebrar a vitrine durante o horário de funcionamento do local. Segundo a polícia, um dos homens portava o que parecia ser uma arma de fogo. Após o crime, a dupla fugiu em direção ao Stadtpark, parque situado ao sul do museu.
Equipes com cães farejadores foram mobilizadas para buscas em Viena e na Baixa Áustria. Peritos analisam vestígios no local e imagens do circuito de segurança, que registraram os criminosos sem máscaras. A apuração indica que os homens podem ter executado o crime por encomenda para uma quadrilha.
Lilli Hollein, diretora-geral do MAK, informou que ninguém ficou ferido e que a equipe seguiu os procedimentos de segurança. Hollein afirmou que o roubo de uma joia de altíssimo valor atingiu duramente a instituição, apesar de a segurança ter sido revisada antes da abertura da mostra.
O colar possui mais de 200 quilates em diamantes e pertenceu à rainha consorte Nazli, sendo utilizado em 1939 no casamento da filha, Fawzia, com o príncipe herdeiro do Irã. A peça havia sido vendida pela Sotheby’s, em Nova York, em 2015 por US$ 4,3 milhões.
O episódio ocorre em meio a furtos de alto valor em instituições culturais da Europa. Nesta quinta-feira, o Museu Arqueológico de Villena, na Espanha, também foi invadido por ladrões que levaram peças de ouro da Idade do Bronze. A exposição em Viena foi fechada temporariamente, mas já foi reaberta ao público.

